A Ria Formosa constitui uma fonte de riqueza para os Algarvios e para o País.
A actividade da pesca na Ria tem sido a garantia de sobrevivência de milhares de Algarvios.
As agressões à Ria não cessam. As poluições urbana e industrial têm contribuído para a deterioração dos recursos vivos nela existentes.
A maioria das artes praticadas ao longo de décadas na Ria, estão proibidas.
A proibição da pesca e o modo como foi decretada, obedecem a critérios que em nada se relacionam com conservação dos recursos marinhos, caso contrário, também deveriam ter sido tomadas medidas sobre poluição, que, como é bem conhecido, vem destruindo a Ria Formosa.
A importância social, económica, turística e ecológica da Ria, justificam que se encare a pesca artesanal e a mariscagem como actividades prioritárias e indispensáveis ao bem estar das populações.
A VIVMAR, ciente das suas responsabilidades, não deixará de defender os que dependem deste sector, e contribuir para o esclarecimento da opinião pública, de modo a que, com esta e outras iniciativas, seja possível melhorar a beleza da Ria, conservar a qualidade dos seus produtos e unir esforços para construir um futuro cada vez mais risonho.
A VIVMAR opõe-se veementemente a artes de pesca prejudiciais à nossa Ria, como por exemplo a Draga de Mão, arte inventada recentemente com a permissão das autoridades, e proibida posteriormente pelas mesmas, visto que, quem, infeliz e ilegalmente ainda a usa, ao apanhar as espécies com o tamanho autorizado, também apanha as que estão em princípio de vida, pondo em causa o seu futuro e a sobrevivência das famílias que vivem da Ria Formosa. |